RINHAS DE GALOS

Quando
surgiram as rinhas de galos?
As brigas de galos existem pelo menos desde a
Grécia antiga. Foram trazidas à América pelos espanhóis e chegaram ao Brasil no
século XVII.
Regras das rinhas de galos
Cada luta dura 75 minutos:
4 rounds de 15 minutos e 3 intervalos de 5 minutos.
Se o animal é
nocauteado seu dono pode figurá-lo (tentar levantá-lo). A rinha continua se o
galo ficar 1 minuto de pé.
Um animal também pode ser
morto pelo outro galo.
O juiz pode acabar a luta se considerar que um dos
animais está muito ferido.
As primeiras rinhas são
os cotejos, treinos em que o galo usa buchas nas esporas e biqueiras de
borracha. Já nas lutas seguintes, os galos usam esporas de plástico, mas bicos
de prata, que ferem mais. Há ainda inúmeros casos que as esporas utilizadas
também são dos mais diversos tipos de metais perfuro-cortantes.
Preparação dos galos
A partir dos 2 meses de
vida o animal é trancado em gaiola. Com 1 ano inicia-se o trato (treinamento).
Banhos: a cada dois
dias, com escova e sabão de coco (deixam a pele mais resistente).
Alimentação: o animal só
faz uma refeição por dia e quase não tem vida sexual.
Exercícios: um deles
consiste em segurar o galo com uma das mãos no papo e a outra no rabo, jogá-lo
para o alto e o deixar cair no chão. O objetivo é fortalecer as pernas.
Anabolizantes também aumentam a força.
Para o galo ficar mais
leve, suas barbelas e pálpebras são aparadas. As penas do pescoço, das coxas e
sob as asas são cortadas.
Os galos são mantidos em
“apartamentos” escuros e apertados, em situações insalubres.
L
Equipados com afiadas lâminas de metal, na
altura das esporas, os galos se vêem forçados
a lutar até a morte, ou quase, para satisfazer
aos apostadores. O galo que correr da briga,
que cai por nocaute, ou quebra a pata ou a
asa, perde. Já está mais do que provado que os
"galos de briga" só brigam na natureza para
defender o seu território e que, nas
rinhas,apenas reagem de acordo com o que
aprenderam.
Normalmente nos
galpões usados para as rinhas, as aves são
mantidas em caixas de madeira apertadas. Os
galos ficavam em compartimentos minúsculos,
sujos e mofados. Nessas situações, o risco de
infecção é muito grande.
Para
condicionar os galos às rinhas, os treinadores
dão altas doses de anabolizantes para os
animais, que também têm as esporas cerradas e
as coxas depenadas, para possibilitar a
introdução de agulhas. Como conseqüência, os
galos desenvolvem problemas de junta, perdem a
coordenação motora e adquirem necrose
muscular.
Os galos que sobrevivem às rinhas, muitas
vezes,
perderam as
cristas, ficam cegos, e com vários cortes e
hematomas graves.
A recuperação desses animais é muito difícil.
Eles apresentam
seqüelas (começaram bicar a si mesmos, os
outros galos, pedras e tudo que vêem pela
frente) depois de soltos por até um ano e
meio. Nesse período, muitos morrem. Eles caem
de lado e começam a convulsionar. A realidade
é cruel demais.
RAÇAS ENVOLVIDAS EM RINHAS
AZIL
BANQUIVA
CALCUTÁ
ÍNDIO GANI
JAPONÊS
MALASIANO
SHAMO
RINHA NÃO É ESPORTE
É CRIME
SE EM SEU ESTADO OU NA SUA CIDADE AS
RINHAS
SÃO PRATICADAS, PROCURE O MINISTÉRIO PÚBLICO
E FORMALIZE UMA DENÚNCIA!
VOCÊ NÃO PRECISA DAS ASSOCIAÇÕES
PROTETORAS DE ANIMAIS
PARA FAZER UMA DENÚNCIA!
VÁ À DELEGACIA MAIS PRÓXIMA
E EXIJA O CUMPRIMENTO DA LEI
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