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A.A.P.A.S.
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Saúde |
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Leishmaniose
É
uma doença infecto contagiosa que pode ser
classificada como zoonose, pelo fato de ser
transmissível dos animais ao homem, e vice e
versa, causada por um protozoário (Leishmania),
que tem a forma ovo-arredondada e ataca
algumas células sangüíneas chamadas
macrófagos. São várias as espécies desse grupo
capazes de causar a doença, mas todas têm em
comum o fato de necessitarem, para se
reproduzir e atingir a forma adulta, de um
hospedeiro invertebrado, obrigatoriamente um
mosquito, chamado, no Brasil, de Biriguís,
Mosquito Palha, Mosquito pólvora ou
Cangalhinha. Tais mosquitos tem hábitos
noturnos, atacando suas vítimas para sugar
sangue em geral no entardecer e começo da
noite, e dessa picada transmitem para o novo
hospedeiro (animal ou o homem), a doença, que
assume duas formas distintas: LEISHMANIOSE
CUTÂNEA OU TEGUMENTAR e a LEISHMANIOSE
VISCERAL.
A
Leishmaniose Visceral, é aquela freqüentemente
encontrada entre os animais sensíveis como o
cão ou o gato, além da cobaia utilizada em
laboratório.
O
mosquito hospedeiro, ao sugar sangue de um
animal (ou do homem) infectado, contamina-se,
e em seus intestinos e glândulas salivares o
protozoário se multiplica. Quando esses
mosquitos porteriormente sugarem sangue de
outro animal injetam as formas infectantes da
Leishmania, a qual caindo da circulação
sanguínea do novo hospedeiro (chamado
hospedeiro definitivo), reproduz a doença.
O
período de incubação
(período que vai da picada pelo mosquito
infectado até o aparecimento dos primeiros
sintomas) varia entre 10 e 25 dias, podendo,
no entretanto, chegar até um ano. Após esse
período aparecem em geral pápulas na pele do
animal ou do homem infectado, pápulas essas
nada características, porém proriginosas
(coçam) determinando sensação de calor e dor.
Ocorre também nessa fase a inflamação dos
gânglios próximos a picada pelo mosquito.
Nesta fase, a partir da análise do material
coletado dos gânglios inflamados poderá ser
encontrada as formas infectantes do
protozoário. O gânglio linfático inflamado
necrosa, e assim lesado acaba por vir a furo
para evacuar esse material purulento, ficando
em seu local uma úlcera, denominada de cancro
espúndico. Nessa fase a doença é facilmente
diagnosticavel pela exibição de úlceras
cutâneas características.
Em
alguns casos, no entretanto, a doença cutânea
assume formas não ulcerosas, chamadas de
impetiginoide ou tuberiformes. A evolução da
doença sem tratamento adequado, leva a lesões
graves e deformantes, inclusive com perdas
irrecuperáveis muitas vezes do nariz e da
epiderme do rosto.
Na
sua forma visceral, as lesões sendo internas,
principalmente no baço, se traduzem por
aumento de volume desse órgão (esplenomegalia),
além de febre e dor abdominal . Sua evolução
leva também a um aumento de volume do fígado.
PROFILAXIA DA DOENÇA
A mais
eficiente medida de prevenção é o combate ao
mosquito hospedeiro, impedindo-o de se
multiplicar. Essa medida é possível com a
aplicação de inseticidas em seus criatórios.
Paralelamente, isolamento dos hospedeiros
definitivos enfermos, ou seu tratamento quando
possível.
DIAGNÓSTICO
Existe um
teste, criado por um cientista brasileiro em
1926 que é bastante eficiente e consiste de
uma simples reação alérgica, obtida pela
inoculação por via intra-dérmica de uma
suspensão de leptomonas às quais foi juntado o
fenol para sua esterilização. Existem porém
alguns sinais clínicos que podem ajudar:
-
emagrecimento acentuado e abatimento
-
atrofia muscular
-
hipertermia cíclica
-
anemia
-
queda do pêlo, especialmente na cabeça e
parte inferior do tórax e cauda, acompanhada
de um espessamento da pele
-
crescimento excessivo das unhas.
TRATAMENTO
Vários
medicamentos quimioterápicos já foram
utilizados, porém todos determinando
paralelamente graves reações secundárias, o
que inviabiliza seu tratamento, a não ser em
pouquíssimos casos, e nestes obrigando
acompanhamento médico direto e permanente .
VACINAÇÃO PREVENTIVA
Em
animais não é empregada e dada a dificuldade
de tratamento eficiente dos animais
infectados, assim como reações secundárias
graves quando o tratamento é tentado, é
prescrito o sacrifício dos animais enfermos,
principalmente em se tratando do cão ou do
gato, com o objetivo de assim impedir o
contágio humano.
Pessoas infectadas com o parasita, devem ser
obrigatoriamente isoladas em local apropriado,
a fim de ser interromper a cadeia evolutina do
protozoário. Trata-se, no entretanto, de uma
doença chamada ezótica, felizmente presente em
pouquíssimos locais do território Brasileiro.
Por essas características, quando
diagnosticado um fóco da doença, fazem-se
necessárias medidas enérgicas para sua
erradicação, sob pena de sua disseminação .
Carmello Liberato Thadei (Médico Veterinário -CRMV-SP-0442)
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