Os cães estão sujeitos a um
grande número de doenças que podem e devem ser
prevenidas e a forma de dar essa "prova de
amor" aos nossos amigos é não descuidar das
vacinas. Um bom programa de vacinas deve
começar pela administração:
sempre procure um
veterinário
e não se deixe levar para conversa do vendedor
que não está gabaritado para fazer indicações
e mesmo que tenha prática, não deve aplicar as
vacinas!
Um bom programa de vacinação vai conciliar a
saúde do seu cão com as exigências sanitárias
e epidemiológicas. Atualmente existe uma
grande variedade de vacinas que protegem os
cães de doenças específicas e até mesmo fatais
e que devem ser ministradas levando-se em
conta a idade do cão.
Os mais sujeitos às doenças são os filhotes,
mas não se deve descuidar dos adultos,
promovendo, sempre que necessário, a
revacinação dos cães adultos.
COMO FUNCIONAM AS VACINAS
As vacinas estimulam a produção dos anticorpos
que combatem doenças específicas e criam uma
"memória" no sistema imunológico que acelera
essa produção quando o organismo é de fato
atacado pelo agente causador da doença.
Essa "memória" é obtida com uma "simulação" do
ataque. Uma das forma é usando apenas um
pedaço do microorganismo causador (vacina
inativada). Outra forma, utilizada quando a
virose é mais devastadora, é o uso de vírus
vivos, mas alterados e que não causam a doença
(vacina de vírus atenuada).
Logo após a vacinação, o organismo passa 15
dias "desenvolvendo" essa "memória
imunológica". Nos cães adultos, normalmente
basta uma dose para que ela permaneça ativa
por um período de cerca de 1 ano. Nos
filhotes, no entanto, são necessárias
re-aplicações (3 doses) para que a "memória"
se estabeleça 100%.
VACINAS MAIS COMUNS
Os filhotes são protegidos, inicialmente,
pelos anticorpos contidos no colostro da mãe,
cerca de 90% dos anticorpos serão transmitidos
aos filhotes nas primeiras 24 horas de vida. O
filhote que mamar mais ou ninhadas pequenas
são favorecidos.
Após a sexta semana é que,
normalmente, começa o plano de vacinação, com
a administração da primeira dose da
vacina óctupla,
que defende o organismo contra as seguintes
doenças:
Cinomose,
Coronavirose, Hepatite (adenovirose I),
Adenovirose II, Leptospiroses, Parvovirose e
Parainfluenza.
Esta vacina deve ser repetida, no filhote,
mais 2 vezes, em intervalos de 30 dias.
Normalmente, junto com a última
dose da
vacina óctupla, é ministrada a
vacina anti-rábica,
cujo efeito tem duração também de
aproximadamente 1 ano.
No caso de animais adultos, é usual a
revacinação anual contra raiva e, juntamente
com ela, a reaplicação da vacina óctupla.
Até completar todo o esquema de vacinação, é
importante que não se exponha o filhote, por
isso a recomendação de que este fique "de
molho", em casa, até o fim das doses.
Considera-se imunizado o cão somente após 15
dias da última aplicação da vacina.
Antes de vacinar seu cão tenha certeza de que
ele está saudável e sem parasitas, que não
esteja tomando hormônios ou antibióticos. Caso
a raça de seu cão precise do corte das
orelhas, procure marcar a cirurgia entre a
segunda e a terceira dose da vacinas, com um
espaço entre os eventos de 15 dias.
REAÇÕES À VACINA
As vacinas podem, assim como nos humanos,
causas algumas reações nos cães. Algumas
dessas reações "desaparecem" sozinhas:
-
Menor atividade, febre e dor muscular
(normalmente desaparecem 1 ou 2 dias após a
vacinação)
-
Pequeno nódulo, erupções na pele ou queda
alérgica de pêlos NO LOCAL da injeção.
Outras reações, no entanto, devem ter
acompanhamento do médico veterinário.
-
Desenvolvimento de sintomas da doença;
-
Choque anafilático ou Convulsões (raríssimo)
-
Reações alérgicas com inchaço do focinho,
cabeças e garganta.
DICAS IMPORTANTES
-
Não se deve acasalar parceiros sem vacinação
e a fêmea não deve engravidar nos 15 dias
seguintes à vacinação.
-
Uma ninhada de mãe não vacinada recebe menos
anticorpos colostrais e por isso fica mais
sensível às doenças.
-
Filhotes criados em locais onde há muita
circulação de pessoas (que podem carregar o
vírus sem saber em roupas e sapatos) ou em
locais onde houve recente virose, devem
receber doses adicionais da vacina mais
cedo. Para isso, consulte seu veterinário
para saber a antecipação adequada ao seu
caso.
-
Locais com muitos filhotes têm maior
tendência a apresentar infecções
respiratórias, como a Tosse dos Canis e a
Parainfluenza. Pode ser feita uma prevenção
com vacinação específica aos 50 dias.
-
Em raças "micro" , pode-se, com
acompanhamento veterinário, substituir as
vacinas dadas mensalmente por aplicações
quinzenais.
-
O ambiente é de importância
fundamental. Caso tenha havido infestação no
ambiente, os objetos devem ser queimados e o
piso deve ser desinfetado com Cândida pura.
Normalmente deve-se respeitar um período de
quarentena, evitando trazer novo filhote que
pode ser contaminado pelo vírus ainda no
ambiente.
Consulte seu veterinário para saber
exatamente qual o período recomendável para
a quarentena no seu caso específico.
Fonte: Revista Cães e Cia e
Coleção Nossos
Amigos, os Cães